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sábado, 18 de julho de 2009

Os nanorrobôs vão dominar o mundo?

Um amigo me perguntou hoje, em tom de brincadeira, se os nanorrobôs vão dominar o mundo. Esse tema já havia sido levantado por um colega de doutorado, o Eduardo, durante um intervalo de trabalho no laboratório: ele me contou que alguns de seus alunos imaginavam que as nanopartículas eram mini-robôs como um monte de microscópicas Roses dos Jetsons. Talvez esse mito do imaginário popular tenha começado por influência de obras de ficção como o livro Engines of Creation, de autoria de Eric Drexler (publicado em 1986). Imagine robôs muito pequenos cuja função seria construir coisas para nós. Num belo dia (ou nem tanto) esses robôs sairiam de controle e começariam a se replicar alucinadamente e a consumir toda a Terra no processo. Eis o cenário do livro Engines of Creation. Seria uma versão nanotecnológica do apocalipse, ou como preferem os fãs da ficção científica, grey goo (“gosma cinza”). Até o príncipe Charles já andou se preocupando seriamente com essa ameaça....

Mas será que corremos o sério risco de virar comida de nanorrobô um dia? Embora o cenário acima seja aterrorizante, há alguns “poréns” que justificam a existência dos grey goo apenas na ficção e garantem nossa segurança contra esse trágico destino (ufa).

Um grey goo teria tarefas muito mais complicadas do que simplesmente se auto-replicar. Ele precisaria sobreviver e se mover no ambiente, além de converter o que encontrasse no caminho em matéria-prima para obtenção de energia. Um nanorrobô grey goo também precisaria de uma capacidade computacional relativamente considerável para processar todas essas funções e harmonizá-las conforme a necessidade. ISSO REQUER UMA QUÍMICA MUITO, MAS MUITO SOFISTICADA. Coisa difícil de se conseguir na nossa escala de tamanho, que se dirá na escala nano. E um nanorrobô sem uma dessas funcionalidades sequer não poderia ser de fato um grey goo. Será que conseguiremos construir nanorrobôs que reúnam todas essas características? Acho bastante improvável.


P.S.: Obrigada ao Eduardo Bender pela ótima sugestão desse tema, e ao Luis por perguntar.

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