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domingo, 28 de junho de 2009

N&N: uma nova janela de oportunidade para o Brasil

N&N é uma sigla que está na moda. N&N significa Nanociência & Nanotecnologia. Fala-se de seus benefícios, de seus riscos e de seus impactos econômicos e sociais em todo o globo. No entanto, será que o domínio da N&N também é global?

Nas minhas buscas sobre o tema, descobri o trabalho de mestrado do economista Leonardo de Assis Santos, intitulado Sistema Brasileiro de Inovação em Nanotecnologia (UFRJ). De acordo com os dados levantados pelo autor, Japão, Estados Unidos e a União Européia estão entre os maiores investidores em nanotecnologia. Certos países emergentes, tais como China e Coréia do Sul, estabeleceram antes do Brasil programas para o desenvolvimento de produtos nanotecnológicos, com um investimento médio de US$ 200 milhões/ano. Até aqui, fica claro que o domínio da N&N não é igual em todas as partes do globo.

Em seu trabalho, Santos menciona que o advento da N&N abre uma nova janela de oportunidade para o Brasil aumentar sua competitividade no mercado mundial. Só que, para inovar, é preciso que a indústria absorva pessoal qualificado. Esse pessoal qualificado é formado nas universidades, onde a nanociência é construída. Como estaria o Brasil quanto à produção de nanociência (em especial na área de medicamentos, que é a minha área) em comparação com outros países? Para ter uma ideia, busquei o número de artigos científicos com os termos "nano* and drug" na base de dados Web of Science, e achei 11215 publicações. É claro que não tenho a menor pretensão de responder de forma apurada qual é a posição do Brasil em relação a N&N, mas essa rápida consulta mostrou que ainda temos muito chão pela frente no que se refere a nanotecnologia e fármacos. Organizei os dados por país – não passou despercebido o fato de que um artigo pode conter endereços de mais de um país, e que outras bases de dados deveriam ser consultadas também (de forma alguma considero essa rápida análise conclusiva, é para ser apenas meramente ilustrativo).


Como podemos ver, deu a lógica: Estados Unidos na frente, seguido por China, Alemanha, França e Japão. Esses países somados detêm 67 % do total de publicações. Ao Brasil, cabe 1,65 % do total.

Será que o Brasil vai perder essa janela ou vai aproveitar a oportunidade? Em 2001, o governo brasileiro apoiou a criação de quatro redes de pesquisa em diferentes áreas da nanotecnologia, sendo uma delas dedicada à nanobiotecnologia. Em 2004, foram instituídas, no Brasil, a Ação Transversal de Nanotecnologia nos Fundos Setoriais e a Rede BrasilNano. Em 2005, foi lançado o Programa Nacional de Nanotecnologia (PNN) e criado o Centro Brasileiro-Argentino de Nanotecnologia para impulsionar as pesquisas latino-americanas na área. O Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) tem concentrado os financiamentos dos Fundos Setoriais de Ciência e Tecnologia em quatro áreas industriais - fármacos, bens de capital, microeletrônica e software - e em três áreas de pesquisa denominadas "portadoras de futuro" - a nanotecnologia, a biotecnologia e a biomassa. Nesse contexto, a nanobiotecnologia é tanto área estratégica quanto portadora de futuro. Formemos, pois, o maior número possível de pessoal qualificado na área de N&N. Além de contribuir para o desenvolvimento da ciência nacional, pode ser um grande investimento econômico.

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2 comentários:

Tatiana Nahas disse...

Oi, Fernanda.
Muito boa essa análise-panorama do mundo nano no mundo geográfio!
E há pouco li teu artigo na Ciência Hoje (esse que vc indica na barra do blog). Excelente, que delícia de divulgação científica! Sinto-me obrigada a postar um link lá no Ciência na Mídia :)
Abração,
Tatiana

Fernanda Poletto disse...

Oi, Tatiana!

Sempre é legal receber a sua visita :-)
Pois é, o embrião do Bala Mágica foi justamente esse artigo da Ciência Hoje. Escrevê-lo foi um grande aprendizado, porque até então eu estava acostumada a escrever só naquela linguagem seca e hermética dos artigos científicos.

Aliás, essa discussão sobre os motivos para se divulgar ciência já dariam um belo post, né?

Abraços!!

Fer

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